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quinta-feira, 2 de agosto de 2012

QUERO ESTUDAR MEDICINA NA ARGENTINA, O QUE EU FAÇO?


          A primeira coisa que nos vem a cabeça quando lemos ou vemos os anúncios e depoimentos de antigos assessorados (eu particularmente não conheci depois de 22 meses aqui nenhuma pessoa que tenha dado esses depoimentos) das assessorias que prestam os serviços de trâmites necessários para vir a Argentina, seja para cursar MEDICINA, ou qualquer outra carreira, é algo tão simples como comprar um refrigerante. Toda propaganda é construída com a finalidade de vender o serviço de assessoramento pela via da persuasão apenas, sem nenhuma informação sobre o que esperar depois do desembarque. Não vamos falar nesse artigo das dificuldades que começam, não se enganem, desde a primeira pisada em solo argentino e sim no que devo pensar e planejar antes de vir.
          Estudar é uma aventura empolgante, principalmente quando temos a oportunidade de estudar para a carreira que desde sempre sonhamos cursar, praticamente todos corroboram essa ênfase ao "sonho". Diante de uma possibilidade de realizarmos um sonho praticamente impossível, a empolgação de concretizar esse objetivo, deixa a muitos anestesiados, sem a possibilidade de percepção do caminho que existe entre o início e o final da jornada, pois para lográ-lo estamos dispostos a quase tudo e temos que ter a consciência que a parte burocrática da documentação não se refere em nada à dificuldade do processo de cursar o desejado.
          Creio que a primeira coisa que devemos levar em conta é o tempo, já que para medicina o curso é de seis anos e na UBA 7 anos como mínimo e vir sem o preparo emocional para essa duração é causa de muita desistência, então mais importante do que iniciar a caminhada é ter folego pra chegar ao final da mesma.
          A fase de adaptação é algo que varia de pessoa para pessoa mas que também deve ser levada em conta, principalmente no que diz respeito ao método de ensino argentino, como a cobrança dos conteúdos nos exames, onde o fator domínio do idioma é um peso para muitos, pois apesar das semelhanças fazemos muita  confusão no início. A situação econômica é de crise, então administrar bem o dinheiro é de grande valia. Para quem quer estudar e trabalhar, apesar de ter notado uma retração na oferta de emprego é algo  possível, mas deve ser levado em conta que a inserção no mercado formal pode levar mais de seis meses devido aos trâmites de migração que não finaliza antes desse tempo. Com um orçamento de $1.000,00 dólares, já que estamos no exterior, muita criatividade e aplicação nos estudos se pode viver bem.
          Então, concluindo, com a preparação psicológica, muita força de vontade, criatividade, aplicação nos estudos e o financeiro organizado, é só dar o segundo passo. Antes de decidirmos vir minha esposa me perguntou qual seria o grau de dificuldade segundo as minhas perspectivas, eu respondi numa escala de 0 a 10, 10. Então meu conselho é: quem não estiver preparado para o mais alto nível de dificuldade tem que pensar muito mais de duas vezes antes de decidir vir. Vale lembrar que uma estatística corroborada entre os estudantes brasileiros, os que voltam para casa frustrados por terem desistido é da ordem de 90%. Este número deve ser considerado como peso na decisão de vir se você não quiser fazer parte dessa estatística, ou seja, temos que nos colocar na porcentagem dos que persistem.

Um comentário:

Unknown disse...

parabens pelo blog