ESTUDAR MEDICINA NA ARGENTINA DICAS, EXPERIÊNCIAS E INFORMAÇÕES DIVERSAS
Translate
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
La alegría viene con la primavera y con la alegría, el festejo. La Ciudad tiene un montón de propuestas para que le des la bienvenida a la mejor estación del año. ¡Buscá acá:http://bit.ly/PrimaBA la actividad que más te guste y divertite con tus amigos!
Ciclo de charlas de presentación y bienvenida
Programa para Nuevos Residentes en Buenos Aires
Los invitamos a participar del Ciclo de Charlas de presentación del Programa para Nuevos Residentes en Buenos Aires, destinado a estudiantes que se radican por primera vez en esta capital para llevar adelante sus estudios superiores en la Universidad de Buenos Aires.
- Breve historia de la UBA
- Presentación de las Materias obligatorias del CBC
- Aspectos generales de la vida universitaria
- Guía de trámites para estudiantes extranjeros
| Ramos Mejía | Martes 11/9 | 11hs | Aula 701 |
| Montes de Oca | Jueves 13/9 | 13hs | Aula 15 |
| San Isidro | Lunes 17/9 | 11hs | Aula 21 |
| Ciudad Universitaria | Miércoles 19/9 | 11hs | Microcine |
| Paternal | Jueves 20/9 | 17hs | Aula 43 |
| Drago | Martes 25/9 | 13hs | Aula 3 |
| Avellaneda | Jueves 27/9 | 13hs | Aula 26 |
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
Si bien la inscripción al Ciclo Básco Común se realiza una vez al año, durante los meses de octubre y noviembre, mediante Resolución (D)Nº 480 de fecha 7 de abril de 2009, se ha dispuesto que continúe abierta durante el resto del año, para permitir que aquellos aspirantes que no pudieron concretar su inscripción, ya sea por no haber concluido sus estudios secundarios antes del comienzo del ciclo lectivo, o por alguna otra razón, puedan ingresar a la Universidad de Buenos Aires a partir del inicio del cuatrimestre posterior, según el calendario académico.
En el marco de la inscripción permanente establecida por resolución (D)
480/2009, quienes quieran iniciar el Ciclo Básico Común en el segundo cuatrimestre de 2012 podrán presentar la solicitud de inscripción desde el 30 de mayo hasta el 27 de julio.Esta inscripción estará abierta únicamente para los alumnos que nunca se inscribieron a la Universidad de Buenos Aires. Si alguna vez llenaste una planilla de inscripción al CBC, consultá en alguna Sede qué trámite debés realizar. |
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
DICAS PARA CURSAR MEDICINA NA UBA(UNIVERSIDADE DE BUENOS AIRES)
CURSO DE VERÃO POR UBA XXI
Em dezembro se pode fazer a inscrição para o curso de verão de IPC - Introdução ao Pensamento Científico(FILOSOFIA) e ICSE - Introdução ao Conhecimento da Sociedade e Estado Argentino.
É uma modalidade mais facilitada para se cursar, do que o curso presencial, com perguntas e respostas objetivas sem a necessidade de escrever em espanhol, o que facilita pra quem não domina a escrita ainda e com uma abordagem menos profunda dos temas estudados. É algo muito relevante pra quem quer começar o CBC em 2013, ou quem já é graduado e pretende usar a resolução pra cursar o CBC e a Faculdade de Medicina paralelamente, pois essas matérias exigem domínio do idioma bem como da escrita, com uma exigência maior em cátedras diferentes ou até mesmos pelos docentes que lecionam essas matérias no curso presencial.
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
QUERO ESTUDAR MEDICINA NA ARGENTINA, O QUE EU FAÇO?
A primeira coisa que nos vem a cabeça quando lemos ou vemos os anúncios e depoimentos de antigos assessorados (eu particularmente não conheci depois de 22 meses aqui nenhuma pessoa que tenha dado esses depoimentos) das assessorias que prestam os serviços de trâmites necessários para vir a Argentina, seja para cursar MEDICINA, ou qualquer outra carreira, é algo tão simples como comprar um refrigerante. Toda propaganda é construída com a finalidade de vender o serviço de assessoramento pela via da persuasão apenas, sem nenhuma informação sobre o que esperar depois do desembarque. Não vamos falar nesse artigo das dificuldades que começam, não se enganem, desde a primeira pisada em solo argentino e sim no que devo pensar e planejar antes de vir.
Estudar é uma aventura empolgante, principalmente quando temos a oportunidade de estudar para a carreira que desde sempre sonhamos cursar, praticamente todos corroboram essa ênfase ao "sonho". Diante de uma possibilidade de realizarmos um sonho praticamente impossível, a empolgação de concretizar esse objetivo, deixa a muitos anestesiados, sem a possibilidade de percepção do caminho que existe entre o início e o final da jornada, pois para lográ-lo estamos dispostos a quase tudo e temos que ter a consciência que a parte burocrática da documentação não se refere em nada à dificuldade do processo de cursar o desejado.
Creio que a primeira coisa que devemos levar em conta é o tempo, já que para medicina o curso é de seis anos e na UBA 7 anos como mínimo e vir sem o preparo emocional para essa duração é causa de muita desistência, então mais importante do que iniciar a caminhada é ter folego pra chegar ao final da mesma.
A fase de adaptação é algo que varia de pessoa para pessoa mas que também deve ser levada em conta, principalmente no que diz respeito ao método de ensino argentino, como a cobrança dos conteúdos nos exames, onde o fator domínio do idioma é um peso para muitos, pois apesar das semelhanças fazemos muita confusão no início. A situação econômica é de crise, então administrar bem o dinheiro é de grande valia. Para quem quer estudar e trabalhar, apesar de ter notado uma retração na oferta de emprego é algo possível, mas deve ser levado em conta que a inserção no mercado formal pode levar mais de seis meses devido aos trâmites de migração que não finaliza antes desse tempo. Com um orçamento de $1.000,00 dólares, já que estamos no exterior, muita criatividade e aplicação nos estudos se pode viver bem.
Então, concluindo, com a preparação psicológica, muita força de vontade, criatividade, aplicação nos estudos e o financeiro organizado, é só dar o segundo passo. Antes de decidirmos vir minha esposa me perguntou qual seria o grau de dificuldade segundo as minhas perspectivas, eu respondi numa escala de 0 a 10, 10. Então meu conselho é: quem não estiver preparado para o mais alto nível de dificuldade tem que pensar muito mais de duas vezes antes de decidir vir. Vale lembrar que uma estatística corroborada entre os estudantes brasileiros, os que voltam para casa frustrados por terem desistido é da ordem de 90%. Este número deve ser considerado como peso na decisão de vir se você não quiser fazer parte dessa estatística, ou seja, temos que nos colocar na porcentagem dos que persistem.
BRASILEIROS!!!
HOJE COMEÇA O JULGAMENTO DO MENSALÃO CONSIDERADO O MAIOR ESQUEMA DE CORRUPÇÃO DA HISTÓRIA DO PAÍS, COM NOTAS NA IMPRENSA INTERNACIONAL E NACIONAL, QUE OCORRE, POR UM ACASO DO DESTINO, SIMULTANEAMENTE NUM PERÍODO DE OLIMPÍADAS, EVENTO QUE OCUPA PRATICAMENTE O CENTRO DO NOTICIÁRIO NACIONAL. ESTOU BUSCANDO NOTÍCIAS NOS SITES BRASILEIROS E VEJO NOTAS, NA TELEVISÃO ARGENTINA ESTOU ME INFORMANDO MELHOR, ESTÁ PASSANDO UMA MATÉRIA SOBRE O ASSUNTO.
Toffoli é pressionado até por namorada para não votar no caso do mensalão
As pressões para que o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) José Antonio Dias Toffoli não vote no caso do mensalão vêm também de seu círculo de amigos e até de sua
namorada, a advogada Roberta Rangel. A possibilidade maior, até quarta (1º), era a de que ele participasse do julgamento.
namorada, a advogada Roberta Rangel. A possibilidade maior, até quarta (1º), era a de que ele participasse do julgamento.
EM CASA
Os amigos e a namorada de Dias Toffoli estão incomodados e preocupados com a exposição do ministro às críticas que, em alguns momentos, resvalaram em sua vida pessoal.
EM CASA 2
O ministro tem sido pressionado a não participar do julgamento por ter trabalhado com José Dirceu na Casa Civil no governo Lula e por Roberta Rangel já ter advogado para um dos réus.
*
Os que defendem que ele vote argumentam que outros magistrados da corte também tiveram fortes ligações partidárias no passado.
terça-feira, 31 de julho de 2012
Toffoli deve participar do julgamento do mensalão?
Toffoli deve participar do julgamento do mensalão?
Seria corajoso o ato de ter um adversário como juiz, diferente do constrangimento de julgar os amigos pregando isenção no processo, principalmente quando esses amigos(réus no processo) que te colocaram lá. Mais constrangedor é saber que o palco da comédia em questão é o STF, instituição máxima da justiça brasileira. Pois é assim que vemos a justiça brasileira hoje: pequena, espero vê-la assim amanhã: JUSTIÇA BRASILEIRA. Independente do Juiz que venha a julgar o mensalão.
JULGAMENTO DO MENSALÃO: COMÉDIA OU JUSTIÇA?
Seria corajoso o ato de ter um adversário como juiz, diferente do constrangimento de julgar os amigos pregando isenção no processo, principalmente quando esses amigos(réus no processo) que te colocaram lá. Mais constrangedor é saber que o palco da comédia em questão é o STF, instituição máxima da justiça brasileira. Pois é assim que vemos a justiça brasileira hoje: pequena, espero vê-la assim amanhã: JUSTIÇA BRASILEIRA. Independente do Juiz que venha a julgar o mensalão.
domingo, 29 de julho de 2012
quinta-feira, 26 de julho de 2012
Presença de particulares eleva reprovação em exame de medicina de SP para 68%
Da Redação
Em São Paulo
Exame feito com formandos de medicina de São Paulo em 2010 reprovou 68% dos participantes. O índice é o maior da história do exame, feito desde 2005 pelo Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo): a reprovação em 2009 havia ficado em 4%. A maior porcentagem de reprovações havia sido de 10%, em 2008.
Segundo os organizadores, podem ter contribuído para o alto índice o fato de grande parte dos alunos ter vindo de escolas de medicina particulares ou "não tradicionais" e o alto grau de dificuldade das questões da segunda fase.
O número de avaliados na prova, que é optativa, representa cerca de 23% dos formandos da graduação no Estado. Dos participantes, 382 eram provenientes de instituições particulares e 151 de públicas. Na primeira fase, só metade dos alunos de particulares e 76% dos de pública passaram para a segunda etapa.
Erros básicos
Na primeira fase, áreas consideradas essenciais, como as de ciências básicas (54,14%), saúde pública/epidemiologia (54,78%) e clínica médica (56,77%) foram as que tiveram os menores índices de acertos. A maioria dos avaliados não sabia qual era o tratamento adequado para doenças como sífilis, hanseníase e tuberculose.
Na segunda fase, as áreas de saúde mental, clínica cirúrgica e obstetrícia tiveram os maiores índices de reprovação. Os participantes tiveram dificuldades na leitura de exames como angiografia, raio X e eletrocardiograma.
A prova foi aplicada em setembro e outubro de 2010. Participaram dela alunos de 23 cursos de medicina, dentre os 27 com alunos formados em 2010 do Estado. A primeira etapa tinha 120 questões objetivas de nove áreas básicas de conteúdo. Para ser aprovado, era preciso acertar 60% das perguntas
Na primeira fase, áreas consideradas essenciais, como as de ciências básicas (54,14%), saúde pública/epidemiologia (54,78%) e clínica médica (56,77%) foram as que tiveram os menores índices de acertos. A maioria dos avaliados não sabia qual era o tratamento adequado para doenças como sífilis, hanseníase e tuberculose.
Na segunda fase, as áreas de saúde mental, clínica cirúrgica e obstetrícia tiveram os maiores índices de reprovação. Os participantes tiveram dificuldades na leitura de exames como angiografia, raio X e eletrocardiograma.
A prova foi aplicada em setembro e outubro de 2010. Participaram dela alunos de 23 cursos de medicina, dentre os 27 com alunos formados em 2010 do Estado. A primeira etapa tinha 120 questões objetivas de nove áreas básicas de conteúdo. Para ser aprovado, era preciso acertar 60% das perguntas
A segunda fase tem 40 questões práticas que simulam, no computador, situações clínicas e problemas cotidianos da prática médica. Também é preciso acertar, no mínimo, 60% para obter aprovação.
quarta-feira, 25 de julho de 2012
Executores do patrimônio de Michael Jackson vão pedir a guarda dos filhos do astro
24 de Julho de 2012 às 11:26
Após o sumiço de Katherine, os executores do patrimônio de Michael Jackson vão pedir a guarda de Prince, Paris e Blanket. Enquanto isso, os irmãos do astro tentam tirar os sobrinhos de casa e pedem a demissão dos executores
Os executores do patrimônio de Michael Jackson (1958-2009) vão ao tribunal pedir a guarda de emergência dos três filhos do astro, segundo informações do site TMZ. Eles alegam que a mãe do rei do pop Katherine Jackson (82) foiraptada pelos irmãos do cantor e, como resultado, seus filhos estariam em perigo e sem supervisão.
Fontes disseram ao site que os executores se sentem responsáveis por proteger as crianças, uma vez que Prince (15),Paris (14) e Blanket (10) são os principais beneficiários da herança de seu pai, caso a avó morra. Mas os irmãos de Michael não vão facilitar na disputa e estão unidos para convencer Katherine a demitir os executores. Tanta pressão, teria resultado no esgotamento da matriarca.
Segundo o site Radar Online, os advogados de Katherine Jackson divulgaram nesta terça-feira, 24, um comunicado acusando Janet (46), Jermaine (57) e Randy Jackson (50) de armar uma "emboscada" para os filhos do artista. Eles teriam invadido a casa onde moram os adolescentes e arrancado os celulares de suas mãos de forma agressiva. Os tios tentaram ainda obrigar o trio a deixar a casa e levá-los para um 'local seguro'. Vale lembrar que os irmãos de Michael tentam há meses invalidar seu testamento, apesar do anterior também não deixar nada para eles.
Katherine foi declarada desaparecida na noite de sábado, 21, depois que um sobrinho registrou ocorrência em um departamento de polícia de Los Angeles. Alguns dias depois do sumiço, foi divulgado que ela foi tirada de casa pelos filhos e levada para um spa em Tucson, no Arizona.
Tags desta notícia: michael jackson
Conselho Federal de Medicina diz que ampliação de vagas põe em risco qualidade da formação médica
Amanda Cieglinski
Da Agência Brasil, em Brasília
Da Agência Brasil, em Brasília
O CFM (Conselho Federal de Medicina) divulgou nota criticando o plano anunciado hoje (5), pelo MEC (Ministério da Educação), para ampliar as vagas nos cursos de medicina do país. Para a entidade, não faltam médicos no Brasil e as medidas poderão colocar em risco a qualidade da formação médica. “A abertura de novas escolas ou o aumento no número de vagas nas existentes é uma atitude desprovida de conteúdo prático e de bom senso”, diz o texto.
O plano prevê a criação de 2.415 vagas em instituições públicas e particulares. O argumento do governo é que a relação de médicos por habitantes no país está muito abaixo de países da Europa, dos Estados Unidos e mesmo da América Latina. O CFM, entretanto, alega que a média nacional de 1,95 médico a cada grupo de mil habitantes é superior ao índice mundial. Segundo o MEC, essa média é menor, 1,8 médico por mil habitantes. O conselho defende que o problema não está na quantidade de médicos, mas na distribuição dos profissionais pelo território.
“No entanto, em todos os estados, há relatos de falta de profissionais na rede pública, o que decorre, essencialmente, da falta de estímulos para a fixação dos profissionais nas áreas remotas do interior e nas periferias dos grandes centros urbanos”, diz o CFM.
O conselho considera preocupante o número de escolas médicas com resultados ruins na avaliação do MEC e que o problema decorre da “abertura indiscriminada de novas vagas e novos cursos”. “De 2000 a 2012, praticamente dobrou o total de escolas médicas no Brasil – de 100 para 185 estabelecimentos do tipo”, segundo o conselho.
Ao anunciar o plano, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse que a expansão não será feita em detrimento da qualidade e que apenas cursos e instituições bem avaliados poderão abrir vagas. Parte das vagas estarão disponíveis a partir do próximo semestre.
terça-feira, 24 de julho de 2012
MEC vai criar 2.500 vagas em cursos de medicina até 2014
FÁBIO TAKAHASHI
DE SÃO PAULO
DE SÃO PAULO
O Ministério da Educação anunciou ontem a criação de cerca de 2.500 vagas nos processos seletivos para medicina, o que representa um aumento de 15% na área.
Cerca de 2.000 novos postos serão oferecidos em universidades federais e outros 500 em particulares.
A ampliação começará no segundo semestre e se estenderá até 2014. Ainda não foram divulgadas quais escolas participarão do processo.
O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, diz que todas as regiões terão novas vagas, mas a prioridade serão áreas carentes, principalmente do Norte e Nordeste.
Desde a gestão Lula a abertura de postos em cursos de medicina tem sido freada. O CFM (Conselho Federal de Medicina) diz que já há profissionais demais no país.
Agora, o governo Dilma afirma que os dados mostram ser necessário aumentar o número de médicos formados.
No caso das federais, haverá investimento direto da União. Já para as particulares haverá liberação de pedidos de abertura de postos que estavam parados no governo.
NÚMERO DE MÉDICOS
Em apresentação ontem no instituto Inspirare, em São Paulo, Mercadante disse que há 1,8 médico para cada mil habitantes no Brasil, número abaixo dos EUA (2,4), Reino Unido (2,7) e Uruguai (3,7).
A expansão prevê ampliação de cursos (desde que não ultrapasse 12% de crescimento) e abertura de escolas.
A medida foi criticada pelo vice-presidente do CFM, Carlos Vital. Para ele, o país já é um dos recordistas em número de escolas médicas.
"Em qualquer área, se há mais mão de obra do que procura, há aviltamento das condições de trabalho, o que seria um risco à população."
Ele diz que o governo deveria se concentrar em qualificar as escolas já existentes.
O ministro rebateu a crítica dizendo que só haverá expansão em faculdades de qualidade e onde haja estrutura para residência médica.
São Paulo fiscalizará qualidade do ensino de medicina

São Paulo - Os formandos de Medicina do Estado de São Paulo serão obrigados a fazer uma prova no final do 6.º ano do curso que terá o objetivo de avaliar a qualidade do ensino. A obrigatoriedade será anunciada hoje pelo Conselho Regional de Medicina (Cremesp), responsável pela aplicação do exame.
A avaliação dos recém-formados já é aplicada para os formandos de Medicina do Estado há sete anos - mas de forma voluntária. Até hoje, 4.821 novos médicos já se submeteram ao exame, que a cada ano demonstra a falta de preparo dos profissionais.
No exame do ano passado, 46% dos alunos que fizeram a prova foram reprovados. Eles não conseguiram, por exemplo, identificar um quadro de meningite em bebês e também não sabiam que uma febre de quase 40°C pode aumentar o risco de infecções graves em crianças.
Registro
A reportagem apurou que a obrigatoriedade da prova passará a valer assim que a resolução do Cremesp for publicada, o que significa que ela valerá para todos os estudantes, até para os que já fazem o curso.
A prova será individual e apenas o formando receberá a sua nota, a menos que haja uma procuração para que outra pessoa tenha acesso ao resultado. Além disso, apesar de obrigatório, o exame não vai impedir que o formando exerça a profissão de médico: mesmo que o recém-formado tire nota zero, ele poderá obter seu registro no Cremesp.
O que muda em relação ao que existe hoje é que o Cremesp pretende exigir o comprovante de realização do exame entre os documentos necessários para que o profissional consiga obter o registro de médico.
E é esse o ponto-chave da discussão, já que o Cremesp não tem autonomia nem competência para vincular a aprovação na prova à obtenção do registro para o exercício da medicina, como ocorre com os formados em Direito. Para isso, seria necessário ter uma lei aprovada na Câmara dos Deputados, no Senado e sancionada pela presidente Dilma Rousseff.
Segundo Cid Carvalhaes, presidente do Sindicato dos Médicos de São Paulo, o Cremesp pode exigir esse documento para o registro profissional, mas não pode impedir que esse recém-formado exerça a medicina em outros locais do País.
"Isso é uma das fragilidades do exame. Se um aluno não quiser se submeter à prova e questionar isso na Justiça, provavelmente ele vai ter o direito de exercer a profissão independentemente do exame", avalia Carvalhaes.
Qualidade do ensino
Segundo Carvalhaes, o exame será mais um elemento convincente para que, a médio prazo, os conselhos consigam demonstrar de forma prática a má-formação dos médicos. "O que se pretende é fazer uma avaliação criteriosa da qualidade do ensino. A possibilidade de que ela passe a valer em todo o País existe", diz.
A proposta de uma avaliação nacional foi apresentada para todos os presidentes de conselhos regionais de medicina do País, em reunião no dia 11. A experiência de São Paulo servirá de modelo dentro de um projeto-piloto.
A medida, entretanto, divide opiniões. A médica Dilza Ribeiro, presidente do conselho do Acre, vê com bons olhos a avaliação. "Vi com simpatia o que foi apresentado. O ensino médico está muito ruim. Mas precisamos ver como aplicar, já que essa prova demanda orçamento."
Nemésio Tomasella de Oliveira, presidente do conselho de Tocantins, é mais cauteloso. Para ele, é injusto "punir" o médico exigindo a realização de uma prova depois de seis anos de estudo. O ideal seria avaliar a qualidade do ensino nos primeiros anos e corrigir o problema na base.
"São Paulo é um laboratório, e nós vamos esperar os resultados. Não descartamos a possibilidade de um dia aplicar esse exame. Mas, definitivamente, essa não é a melhor maneira de combater o ensino ruim. O problema são as escolas que deformam."
Abdon José Murad Neto, presidente do conselho do Maranhão, afirmou ser contra o exame. "É ilegal e uma arbitrariedade. O Cremesp não pode impedir o recém-formado de se inscrever. Deixar o aluno estudar seis anos para depois dizer que ele não está preparado para ser médico é uma covardia", afirma Murad Neto. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.
Assinar:
Postagens (Atom)








